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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Movimentos Fetais

Referências bíblicas e inscrições de numerosas civilizações já falavam sobre os movimentos fetais. Antigamente era tido como teste de gravidez, e até 1960 era usado como sinal de vida pela paciente e pelo médico. Os movimentos fetais começam a ser percebidos em torno da 16ª semana de gestação, apesar de serem observados movimentos de corpo inteiro em embriões com 7-8 semanas durante a ultrasonografia. Os movimentos são mais frequentes no período das 21:00 hs as 01:00 hs da manhã.

Tipos de movimentos:
Simples - são batidas leves em várias partes do útero.
Rotação - são os movimentos de corpo inteiro.
Alongamento ou espreguiçamento - são movimentos longos e às vezes dolorosos.
Alta frequencia - são movimentos rápidos e seguidos, como se fossem tremores.
Movimentos respiratórios - é o que a gestante chama de "soluço do bebê". São exercícios toráxicos e abdominais que simulam respiração. O feto não respira dentro do útero.

A percepção do movimentos fetais e a avaliação diária e constante das condições de saúde do seu bebê deverão ser progressivas e em maior quantidade com o evoluir dos meses da gestação, e não deverão diminuir ou ficar estabilizados. Caso aconteça diminuição dos movimentos fetais, precisamos fazer uma avaliação da gravidez. Normalmente os movimentos fetais diminuem ao final da gravidez, quando o feto já está encaixado e o útero encontra-se mais endurecido, pois está se preparando para as contrações do trabalho de parto.
A redução dos movimentos fetais pode indicar uma posição fetal. Por exemplo: quando está sentado, ou um déficit de nutrientes e oxigênio para o bebê, bem como pode sugerir uma condição de infecção materna e fetal ou anemia materna. Quando diagnosticadas precocemente estas intercorrências, podemos fazer o que se chama de terapia fetal (tratar o bebê dentro do útero materno).
Obs.: Fique sempre atenta aos movimentos do seu bebê!

retirado de:http://www.centrodesaudedamulher.com.br/prenatal/prenatal_indice.htm

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A LINGUAGEM SECRETA DO CHORO DOS BEBÉS...

O que é o Dunstan Baby Language System?
O Sistema Dunstan Baby Language ensina-o(a) a compreender o significado do choro do seu bebé. Como mãe/pai poderá interpretar os sons e o choro do seu bebé e responder às suas necessidades de forma rápida e eficaz.
Todos os recém-nascidos comunicam desde o nascimento até aos 3 meses através de 5 sons tipo que sinalizam Fome, Cansaço, Necessidade de Arrotar, Gases e Desconforto. Estes sons tipo são a sua forma natural, reflexa e inata dos bebés expressarem as suas necessidades. Quanto mais cedo e mais correctamente os pais conseguirem identificar essas necessidades, melhor poderão corresponder-lhe, resultando em menos choro e menos desconforto para o bebé (e para os pais...).
Após 8 anos de investigação, Priscilla Dunstan revelou a sua descoberta na compreensão das "palavras" dos bebés a nível universal. O Sistema Dunstan Baby Language ensina as 5 "palavras" do seu bebé, como acalmá-lo e dar-lhe alguns conselhos úteis.

Pretende-se com este método:
MENOS CHORO
MENOS STRESSE
MAIS SONO
MAIS CONFIANÇA
MELHOR VINCULAÇÃO
DIA-A-DIA MAIS FÁCIL


É preciso um ouvido apurado, alguma paciência e tentar perceber a diferença entre os choros....

O que tenho encontrado na net sobre esta linguagem é a pagar, assim, por causa da crise, aqui fica alguns videozitos, só para ficarmos com um cheirinho... O video da Oprah acaba por ser o mais completo, mas recomendo que vejam todos os videos, porque é dificil de captar os sons.
ah, e parece que temos de aprender até aos 3 meses do nenuco, senão já não dá!!!

As palavras são:
Neh - Fome
Owh - Cansanço ou sono
Eh - Arroto
Eiah - Gazes
Heh - Desconforto

Na Oprah, em Inglês...





Num outro programa, tb em inglês




Outro…




Este é o vídeo de exemplo do DVD que se vende…




Vamos tentar?!?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Síndroma de Morte Súbita do Lactente (SMSL)

É o nome dado à morte súbita e inesperada de um bebé, sem explicação da causa, mesmo após investigação apropriada.
Nos países ocidentais constitui uma das causas mais frequentes de morte no primeiro ano de vida. O fenómeno existe também em Portugal mas desconhece-se ainda a sua verdadeira extensão.
Embora não se saiba a causa desta síndroma, em todos os países em que foram modificadas algumas práticas nos cuidados das crianças registou-se uma queda importante da incidência da Síndrome da Morte Súbita do Lactente. O objectivo deste documento é promover a implementação dessas práticas nas crianças portuguesas.

Reduzir o Risco de Síndroma de Morte Súbita do Lactente :
As recomendações seguintes recolhem a experiência de múltiplas associações internacionais, nacionais e regionais e correspondem à melhor evidência disponível da investigação epidemiológica.
Coloque o bebé de costas para dormir. O risco de SMSL aumenta se os bebés dormirem de bruços. A investigação mostra que, quando são deitados de costas, os bebés não bolsam nem aspiram mais o vómito do que se estiverem em qualquer outra posição.
Não fume durante a gravidez. Nem depois. O risco de SMSL aumenta se a mãe fumou durante a gravidez e se continua a fumar após o parto. Se o pai também fuma, o risco agrava-se mais. Não deixe ninguém fumar no ambiente que o seu filho respira - quarto, casa, carro ou onde quer que ele permaneça.
Destape a cabeça do bebé para dormir. A roupa da cama não deve cobrir a cabeça do bebé. Não use edredões nem peças de roupa que o possam cobrir (fraldas, gorros). Deite-o com os pés tocando o fundo da cama de forma a que não haja risco de escorregar para debaixo dos lençóis.
Não coloque o bebé na cama de adultos (para dormir). Se fuma, está muito cansado, tomou algo que altera o sono ou ingeriu bebidas alcoólicas recentemente, não ponha o bebé na sua cama para dormir. Nunca adormeça no sofá com o seu bebé.
Não aqueça demasiado o bébé. O risco de SMSL pode estar associado ao excessivo aquecimento. Para prevenir isto deve usar o bom senso e adequar a temperatura do quarto, a roupa do bebé e a roupa da cama à estação do ano e ao lugar que habita. A temperatura ideal do quarto deverá estar entre 18-21 ºC. Vista-o com o mesmo tipo de roupa que está a usar de forma a sentir-se confortável - não quente.Colocando o dorso da sua mão na nuca ou na barriga do bebé poderá avaliar facilmente se ele está muito aquecido.
Se o bebé tem febre precisa de menos roupa e não de ser agasalhado.
O bebé acordado pode estar noutras posições. Quando está acordado pode ser colocado de barriga para baixo para brincar. Isto fortalece os músculos do pescoço e das costas.

Um conselho da SPP, Sociedade Portuguesa de Pediatria
http://www.spp.pt/conteudos/default.asp?ID=33

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sinais de alerta na Gravidez

O texto está em brasileiro, mas pareceu-me bastante completo:

Sangramentos
É importante avisar o médico para ele descobrir, por meio de um ultrasom, a causa. Informe a cor e a quantidade de sangue, porque essas características determinam o tratamento e sua urgência. "É comum a origem desse sangramento ser uma deficiência de progesterona, hormônio essencial no início da gravidez para a fixação do óvulo fecundado no útero. Às vezes, a mulher ainda nem sabe que está grávida e pode confundir o sangramento com uma falsa menstruação. Por isso precisa avisar logo o médico", explica Rosa Ruocco, chefe do ambulatório de pré-natal do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Foi o que aconteceu com a ginecologista Patrícia. "Apesar de eu ser a especialista, meu marido, com a ansiedade de querer ser pai, foi quem desconfiou da possibilidade de eu estar grávida", conta ela. Patrícia confirmou então no médico a gravidez e a deficiência hormonal que levava ao sangramento. Entrou em repouso por dois meses, tomando progesterona. "Depois desse período, meu organismo se equilibrou e minha gravidez foi supertranqüila", diz. A conduta recomendada resolve a situação em 80% dos casos de implantação inadequada do ovo na parede do útero ou seu descolamento. "Algumas vezes", lembra Rosa Ruocco, "a carga genética do feto não é boa e o próprio organismo não deixa a gravidez ir adiante. Nesse caso, o sangramento acaba em aborto, e não há nada que a mulher e o médico possam fazer." Situação semelhante, segundo ela, ocorre na gravidez ectópica, que significa fora do lugar. Sem força para chegar ao útero, o ovo se aloja em uma das trompas, provocando também sangramentos. "Aí não há chance de a gravidez seguir em frente. Recomenda- se sua interrupção para não causar prejuízos à saúde da mãe", explica a médica.

Dor abdominal
Não confunda com cólicas intestinais. Estas podem ocorrer nos meses iniciais da gestação por conta do funcionamento mais lento do organismo. A sensação que provocam é a de que algo está sendo torcido no meio da barriga. A dor à qual você deve ficar atenta é parecida com a da cólica menstrual e merece cuidados quando é forte e contínua. Isso porque ela pode surgir num dia em que você fez muitas atividades físicas. Quando é assim, você descansa e a dor passa. No outro caso, não, e significa que o útero está sofrendo contrações indesejáveis, que podem resultar num aborto ou num parto prematuro. Avise imediatamente o médico para descobrir a causa. O tratamento costuma ser feito com antiespasmódicos e repouso.

Vômitos contínuos
Algumas mulheres enjoam e vomitam nos primeiros meses da gravidez, sintomas que os médicos costumam atribuir a fatores hormonais ou psicológicos. Mas eles se tornam sinais de alerta quando o quadro é contínuo: a náusea é quase permanente e os vômitos se repetem após todas as refeições, caracterizando a hiperêmese gravídica, que atinge menos de 0,5% das grávidas. O perigo dessa situação é o desenvolvimento do bebê ser prejudicado por uma deficiência de nutrientes na gestante. Esse risco é combatido com medicamentos contra náuseas por via oral ou intramuscular, dieta especial e suplementos alimentares. Às vezes, os vômitos surgem apenas por problemas gástricos, mas merecem atenção e tratamento da mesma forma, porque podem comprometer a nutrição da mãe.

Febre acima de 38 graus
Febre é sempre sinal de infecção. "Durante a gestação, as defesas imunológicas da mulher diminuem, o que a torna mais sujeita a infecções", alerta o médico Guilherme Loureiro Fernandes, responsável pelo setor de medicina fetal e gestações de alto risco da Maternidade Neomater, em São Paulo. Dependendo da origem da infecção e de sua gravidade, ela pode levar ao abortamento no primeiro trimestre ou ao trabalho de parto prematuro no segundo e no terceiro período da gestação. "A febre resulta, na maioria dos casos, de problemas como resfriados que, controlados, não trazem malefícios à gravidez. Mesmo assim, o médico deve prescrever o tratamento para que ele não ofereça riscos ao bebê", ressalta Fernandes.

Dor ao urinar
Também é sinal de infecção. Exames de urina vão descobrir se é apenas uma cistite - infecção na bexiga, fácil de ser curada - ou uma pielonefrite - infecção no rim, tratada geralmente com antibióticos. Para prevenir, beba bastante água e não deixe de ir ao banheiro quando sentir vontade. Pela mesma preocupação com infecções, avise seu médico se tiver diarréias.

O bebê não mexe
Por volta do quinto mês da gravidez, você deve começar a sentir os movimentos do bebê. Se o ritmo diminui muito ou você pára de sentir essa movimentação, avise rapidamente o médico. Ele ouvirá os batimentos cardíacos fetais e, a partir daí, poderá verificar se o bebê pode estar recebendo menos oxigênio do que seria normal. Quando isso acontece, o pouco que ele recebe é direcionado para órgãos mais nobres. Os menos importantes, como a estrutura muscular, se ressentem e por isso a criança se mexe menos. Doenças como diabete e hipertensão podem levar a essa má oxigenação que, prolongada, causa a morte do feto. Mas lembre-se de que os bebês também descansam. Algumas horas quietinhos não significa nada. Experimente estimular a criança, empurrando sua barriga com as mãos de um lado para o outro. Se ela estiver bem, vai reagir e se mexer. Segundo os especialistas, a falta ou a redução dos movimentos fetais por 12 horas consecutivas é um sinal de perigo. Como para alguns médicos esse período é de oito horas, o recomendável é você tirar a dúvida com o seu obstetra.

Muito inchaço
Toda gestante incha um pouco, principalmente nos pés e nos tornozelos, e no final do dia. Mulheres que ficam muito tempo em pé ou sentadas tendem a inchar mais, e o calor também favorece os edemas. No entanto, quando eles atingem o corpo como um todo e não há melhora após períodos de descanso, o médico precisa saber para checar sua saúde. Hipertensão, problemas renais e até cardíacos, todos perigosos para a oxigenação do bebê nessa fase, podem ter como sinal de alerta o inchaço.

Contrações
Durante a segunda metade da gestação é comum as gestantes sentirem as chamadas contrações de Braxton-Hicks, descritas como uma pressão ou endurecimento da barriga. São consideradas normais. Se você deitar ou tomar um banho relaxante, esse tipo de contração passa. "Se isso não acontecer e a contração vier acompanhada de cólica semelhante à menstrual, continuando com uma certa freqüência, trata-se do trabalho de parto", explica o obstetra Alcides Vara, do Hospital Santa Joana, em São Paulo. Infecções e algumas causas desconhecidas podem levar o útero a começar as contrações antes da hora. Dependendo da maturidade do bebê, o médico pode optar por adiantar o parto ou segurar a gravidez com medicamentos até o bebê ter condições de nascer. O importante é agir rapidamente, como fez a oftalmologista Sandra. Na 32ª semana da gravidez, ela notou que as contrações que já vinha sentindo tornaram-se muito freqüentes. "Elas vinham de hora em hora. Avisei o médico e fui para o hospital, já em trabalho de parto", lembra. Não foi descoberta a causa da antecedência. Sandra ficou internada por dez dias, em repouso e tomando medicamentos para inibir o parto. As contrações passaram, Gabriel sossegou, amadureceu e nasceu na hora certa, com 39 semanas.

Sangramentos
Geralmente, nessa fase, estão relacionados com o descolamento da placenta, provocado por problemas hormonais, hipertensão, abortos anteriores, cesáreas repetidas e multiparidade (quando a grávida já teve muitos filhos), entre outras causas. O parto deve ser adiantado para proteger a vida da mãe e a do bebê.

Corrimento marrom
Em pequena quantidade e mais escuro, não é urgente, mas deve ser investigado. Em geral, trata-se de um pouquinho de sangue que acabou se misturando com as secreções vaginais, o que não é indício de problema mãe nem para o bebê. Mas também pode ser sinal de alguma doença ginecológica ou de um começo de dilatação do colo do útero, que deve ser bloqueada com medicamentos se o bebê ainda estiver imaturo para nascer.

Dores de cabeça bem fortes
São sinais de alerta de emergência quando acontecem na região da nuca, e mais perigosas quando acompanhadas de dor no estômago e visão turva. "Geralmente significam que a pressão da mãe subiu muito e ela pode ter problemas sérios como a eclâmpsia, que a leva a ter convulsões e a não suprir o bebê com oxigênio", explica o obstetra Alcides Vara.

Rompimento da bolsa
Um líquido transparente sairá de forma contínua pela vagina. Trata-se do líquido amniótico. Ligue para seu médico ou vá para o hospital. "Esse líquido tem efeito protetor sobre o bebê de até seis horas depois que a bolsa se rompeu", diz a obstetra Ruocco. Quando o bebê ainda não está maduro, podem ser necessários medicamentos para segurá-lo por mais semanas dentro do útero. Como o líquido continua a ser produzido pela placenta, a mulher deve ficar em repouso para mantê-lo. Se o bebê já estiver no tempo de nascer, o rompimento fará parte do trabalho de parto e vai acelerar as contrações para a expulsão do bebê.

http://revistacrescer.globo.com/EditoraGlobo/componentes/article/edg_article_print/1,3916,596616-2215-3,00.html